Vestibular

Posted by on ago 3, 2015

O interessado em participar do vestibular da FUVEST, que seleciona alunos para 9.568 vagas  de cursos da Universidade de São Paulo (11.057 no vestibular passado) e para 120 vagas...

Read More

Educação

Posted by on fev 24, 2015

E o Rio de Janeiro comemora a vitória da Beija Flor. Que vitória! Vence mais uma vez o que nem deveria estar em julgamento. A iniquidade. E a maior festa popular brinda o que há...

Read More

Dicas Culturais do Verô

BRASIL: UMA BIOGRAFIA

Posted by on ago 7, 2015

O personagem é complexo, contraditório e se recusa a ser apreendido. Para a História é jovem, embora já tenha uma longevidade que ultrapassa cinco séculos. BRASIL, UMA...

Read More

Sustentabilidade

Impacto do aquecimento global será ‘grave e irreversível’, diz ONU

Posted by on abr 1, 2014

O impacto do aquecimento global será “grave, abrangente e irreversível”, segundo um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC,...

Read More

Recent Posts

BRASIL: UMA BIOGRAFIA

O personagem é complexo, contraditório e se recusa a ser apreendido. Para a História é jovem, embora já tenha uma longevidade que ultrapassa cinco séculos. BRASIL, UMA BIOGRAFIA, de Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, é uma investigação que começa com o descobrimento do país e chega às manifestações de rua de março de 2015.

A obra não chega a ser uma interpretação do Brasil ao modo dos ensaios clássicos de Buarque, Freyre, Caio Prado ou Faoro. Como o título sintetiza, é uma biografia e como tal se prende aos fatos históricos que fizeram o país. Uma história escrita pelas figuras públicas e pelos anônimos, embora estes sejam quase sempre propositalmente negligenciados pela versão oficial. A espinha dorsal dessa história é, como sabemos, a escravidão, embora ela seja insuficiente para explicar os caminhos e descaminhos pelos quais o país enveredou.

Da colonização (eufemismo que deveria ser substituído por invasão) ao voto livre para a escolha de nossos representantes em todas as instâncias políticas após a ditadura militar, o Brasil se fez a ferro e fogo, autoritarismo e exploração, preconceito e discriminação: execuções, servidão econômica à Metrópole, negação dos direitos humanos. Uma economia, segundo a tese de Caio Prado, fundada em ciclos (pau-brasil, açúcar, ouro, café), um povo marcado pela mestiçagem (positiva ou negativa, conforme os diferentes teóricos) e uma política erigida no compadrio que faz dos interesses privados a pauta da agenda pública.

Colhendo dados de cronistas e historiadores, arrolando as teses clássicas de interpretação do país, e os movimentos da cultura, que se estendem das impressões dos primeiros viajantes, passam pela literatura brasileira e chegam à Bossa Nova, ao Cinema Novo e ao rap, as autoras não ambicionam fazer uma interpretação original do país, mas elencar as múltiplas faces que o compõem. Elegeram o Brasil como personagem localizado no tempo e no espaço mas sabem que, gato escaldado, ele recusa a docilidade e pode saltar para fora da roda.

Se por um lado o discurso do historiador deve se pautar pelos fatos, testemunhos e dados estatísticos, por outro as manifestações artísticas podem preencher as entrelinhas e aclarar as coordenadas maiores. Assim, por exemplo, a célebre passagem de ESAÚ E JACÓ, de Machado de Assis, sobre as hesitações do proprietário de uma confeitaria a respeito da pintura da nova placa do seu estabelecimento comercial, são ironicamente ilustrativas de como a República deu continuidade à política da Monarquia. Partido Liberal e Partido Conservador encenavam seu teatro no palco da grande propriedade rural e se valiam das ideias iluministas apenas como roupagem para discursar na tribuna. Nas décadas de 1930 e 1940, várias marchinhas carnavalescas se encarregaram de fazer a crônica dos problemas da capital federal, bem como a denúncia da ditadura Vargas. Só em 1942, por exemplo, o DIP “proibiu 373 canções e 108 programas de rádio”.

O mérito maior de BRASIL: UMA BIOGRAFIA talvez esteja no arrolamento – feito com o mais rigoroso critério acadêmico e numa linguagem acessível ao grande público – dos fatos mais importantes de nossa história, ao mesmo tempo em que recupera outros dados convenientemente ignorados pela historiografia oficial, sempre autoritária e machista. Desse modo, ficamos sabendo que quando Vargas chegou ao poder, não foram apenas as disposições do novo Código Eleitoral que, entre outras conquistas, garantiram o direito de voto às mulheres. Estas se fizeram notar também por meio de um movimento armado que lutou em favor dos getulistas. Era o Batalhão Feminino João Pessoa, organizado em 1930 por uma advogada mineira de 23 anos, Elvira Komel, e que reuniu “cerca de 8 mil mulheres distribuídas por 52 cidades”.

Outro aspecto relevante da obra é a síntese que não despreza complexas conjunturas econômicas e políticas para esclarecer acontecimentos igualmente complexos como a Guerra do Paraguai, o governo Vargas, a criação da Novacap por JK como uma empresa paralela para driblar os trâmites burocráticos e conseguir erguer Brasília em tempo recorde, a inacreditável fanfarronada do general Olympio Mourão que, com uma logística capenga, conseguiu converter-se em força decisiva para a queda de Jango. Ou então o jogo de negaceios onipresente na formação de partidos e alianças políticas, suas gangorras, conchavos, quase-mortes e ressurreições, momentos de fervura e raspas de fundo de tachos, todos oferecidos ao gosto do freguês: Partido Liberal, Partido Conservador, UDN, Integralistas, Partido Comunista, ARENA, MDB, PTB, PMDB, PT, PFL, dinâmica que, no final das contas, constituem o substrato da política em qualquer época e sociedade.

Por outro lado, as autoras não deixam de lado algumas saborosas curiosidades que ajudam a esclarecer os fatos. Assim, por exemplo, ficamos sabendo que Leblon era um topônimo que originalmente designava um quilombo no Rio de Janeiro e cujos escravos fugidos cultivavam e comercializavam flores, especialmente a camélia branca, muito rara no Brasil da época. Como poucos negros gozavam de liberdade, a flor passou a ser associada aos abolicionistas, que costumavam portá-la na lapela, atitude que logo ganhou outros adeptos e, por extensão, se tornou também um símbolo das reivindicações pelo republicanismo.

Embora seja compreensível a busca de um equilíbrio quanto ao número de páginas dispensado para cada período de nossa história, o livro deixa o leitor ligeiramente decepcionado nas incursões pelos movimentos culturais. Os argumentos sobre a Bossa Nova, o cinema nacional e o papel da malandragem em diversas épocas são excelentes. Caberia, porém, uma breve análise sobre o significativo conjunto de grandes arquitetos brasileiros (como Rino Levi, Affonso Reidy, Vital Brazil, Vilanova Artigas, entre outros), bem como um comentário mais alentado sobre a Tropicália, à qual as autoras dispensam apenas oito linhas (p. 466).

No que tange aos dados relativos à cultura, podem ser apontadas uma ou outra informação imprecisa (de resto compreensível numa obra de tão largo fôlego, mas que poderiam ser corrigidas nas próximas reimpressões do texto). MACUNAÍMA é apresentado como “romance” (p. 339), quando a classificação correta – e essencial para a compreensão da estrutura do livro – é rapsódia. Aliás, o próprio Mário de Andrade a princípio o denominou romance. Refletindo, ainda antes da publicação, resolveu designá-lo rapsódia, o que faz muito mais sentido, como está analisado no melhor ensaio já publicado sobre o livro, o hoje clássico O TUPI E O ALAÚDE, de Gilda de Mello e Souza. As autoras também informam que Noel Rosa compôs “cerca de trezentas composições” (p.376). Noel escreveu, na verdade, 229 composições.

No cômputo geral, BRASIL: UMA BIOGRAFIA expõe com clareza, didatismo e abalizada pesquisa a história de um país dilapidado pelo colonizador, dominado por suas elites econômicas e marcado pela corrupção e pelas contradições. Um país localizado num continente de vocação republicana e que adotou após a independência o regime monárquico. Um país cuja boa parte da intelectualidade (como o comprova o cânone da literatura brasileira) frequentemente assumiu o discurso da Metrópole ou das elites locais. Um país que percorreu um longo caminho para poder concretizar uma série de direitos ao seu povo. Foi longo, por exemplo, o percurso das ideias positivistas: quase um século de amadurecimento até levarem Vargas ao poder, um presidente civil que se tornou ditador, que tentou calar os comunistas não obstante tenha garantido ao povo importantes direitos políticos e trabalhistas, e que, tenho simpatizado com o fascismo, enviou o exército brasileiro à Itália para lutar contra Mussolini e Hitler.

Na história mais recente, é comovedor deparar-se com a trajetória de um menino que se deslocou, num pau de arara, com sete irmãos e uma mãe analfabeta, do sertão pernambucano para São Paulo e chegou ao Palácio do Planalto por meio do voto livre e democrático. Por outro lado, é lamentável ver o partido político que levou Lula à Presidência envolvido em tantos escândalos de lavagem de dinheiro. Não menos escandalosas foram as denúncias sobre a compra de votos para garantir a reeleição de FHC, um respeitado intelectual uspiano.

No fogo cruzado dos problemas crônicos de nossa história, deparamo-nos, no final das contas, como constatam as autoras, com um saldo positivo: a construção da cidadania. Não vivemos mais sob uma ditadura, o povo parece não mais se deixar enganar por grosseiras mentiras políticas e quer saber a destinação do dinheiro público. Há muito ainda a conquistar, como a revisão da Lei da Anistia, uma perda recente da sociedade civil, que viu desperdiçada uma oportunidade de punir os criminosos da ditadura. Mas esse é o diapasão da democracia, que se faz com avanços e recuos, conquistas e contestações, liberdade e reivindicação.

Prof. César Veronese (CPV Vestibulares)

Bomba atômica encerra guerra, mas detona corrida armamentista

O poder de fissão e fusão pode ser desencadeado de várias formas para causar o máximo de devastação. As bombas de 13 e 21 quilotons disparadas sobre Hiroshima –em 6 de agosto– e Nagasaki –em 9 de agosto– há 70 anos incineraram ambas as cidades e mataram 200 mil pessoas instantaneamente. Ainda assim, alguns países desenvolveram desde então armas nucleares que deixam as primeiras parecendo bombinhas de estalo. Estes dispositivos avançados, de tamanho e peso diminutos, também são muito mais fáceis de serem utilizados do que os primeiros modelos.

No auge da Guerra Fria (1945-1991), milhares de mísseis balísticos dos Estados Unidos e da União Soviética eram capazes de disparar até dez ogivas direcionadas independentemente de cada vez, cada uma 20 vezes mais poderosa do que a bomba de Hiroshima. Apesar de décadas de acordos de controle de armas terem reduzido lentamente o tamanho de seus arsenais, estes países com armas nucleares ainda possuem a capacidade de destruir um ao outro muitas vezes.

O primeiro teste atômico da História foi feito pelos EUA em 16 de julho de 1945. A Experiência Trinity, arma desenvolvida pelo Laboratório Nacional de Los Alamos, teve uma potência aproximadamente equivalente a 20 quilotons.

Mesmo com toda a destruição documentada no Japão, no dia 30 de outubro 1952, a 9.000 quilômetros de distância, cientistas norte-americanos testaram a primeira bomba de hidrogênio nas Ilhas Marshall –no oceano Pacífico. Com um alcance explosivo de 10,4 megatons, o Ivy Mike tinha cerca de 700 vezes o poder explosivo da bomba lançada sobre Hiroshima sete anos antes e que matou 160 mil pessoas.

Nuvem de cogumelo gerada pela explosão da bomba nuclear sobre Hiroshima em 6 de agosto de 1945

Do lado soviético, a maior explosão nuclear na história foi o teste em 1961 da “Bomba Tsar” soviética, que media mais de 50 megatons (3.800 vezes mais potente que a bomba de Hiroshima). Para gerar uma explosão dessa magnitude usando dinamite, isso exigiria 50 mil milhões de quilos de TNT, que é mais do que o peso de toda a carga que passou pelo aeroporto londrino de Heathrow nos últimos 40 anos e equivaleria a 18 blocos de TNT tão grandes quanto o prédio Empire State, em Nova York.

Em 22 de novembro de 1955, a União Soviética realizou seu teste da bomba de hidrogênio, de codinome RDS-37, em Semipalatinsk –o principal local de testes dos soviéticos de 1949 a 1989 e onde hoje está o Cazaquistão.

A União Soviética realizou um total de 456 testes em Semipalatinsk. A área afetada por estas explosões era de 300 mil quilômetros quadrados e habitada por cerca de 1,5 milhão de pessoas. Foi somente após a dissolução da União Soviética que os efeitos nocivos da radiação sobre as pessoas e o meio ambiente tornaram-se conhecidos publicamente. Acima da média, as taxas de câncer e defeitos de nascimento continuam a afetar a população local já na terceira geração.

Embora a bomba Tsar tenha sido detonada quatro quilômetros acima do solo, gerou uma onda de choque sísmico equivalente a um terremoto de magnitude de mais de 5 na escala Richter. A nuvem de cogumelo atingiu uma altura de 60 quilômetros. Queimaduras de terceiro grau foram feitas a uma distância de centenas de quilômetros. O anel de destruição absoluta teve um raio de 35 quilômetros. Para se ter uma ideia, se esta bomba fosse jogada no centro de São Paulo, apenas as vítimas de queimaduras de terceiro grau estariam em uma área que abrangeria da região metropolitana da cidade até Santos.

Os países tomaram a decisão de testar dispositivos nucleares por uma série de razões, tanto técnicas quanto políticas. Embora o conhecimento básico de projeto de armas nucleares tenha se tornado informação pública, a difícil tarefa de realmente construir dispositivos funcionais é baseada em tentativa e erro.

Só através de testes nucleares um país pode confirmar que o design e a engenharia tenham sido bem sucedidos. À medida em que os cientistas percebem que o dispositivo é confiável, ele é incorporado pelos militares dentro de suas estratégias.

Em 1963, três dos quatro Estados nucleares (Reino Unido, EUA e União Soviética) e muitos países não-nucleares assinaram o Tratado de Proibição Total de Testes, comprometendo-se a abster-se de testar armas nucleares na atmosfera, debaixo d’água ou no espaço sideral. O tratado permitia testes nucleares subterrâneos. A França continuou testes atmosféricos até 1974, e a China continuou até 1980. Nenhum destes países assinou o tratado.

Os testes subterrâneos nos Estados Unidos continuaram até 1992 (o último teste nuclear), na União Soviética até 1990, no Reino Unido até 1991 e na China e na França até 1996. Ao assinar o Tratado de Proibição Total de Testes em 1996, estes Estados comprometeram-se a descontinuar todos os testes nucleares.

http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2015/08/06/destruicao-completa-de-hiroshima-e-nagasaki-nao-impediu-corrida-armamentista.htm

Manual do candidato FUVEST 2016 está online a partir de hoje (03/08)

O interessado em participar do vestibular da FUVEST, que seleciona alunos para 9.568 vagas  de cursos da Universidade de São Paulo (11.057 no vestibular passado) e para 120 vagas do curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo poderá, a partir de hoje (3 de agosto), acessar gratuitamente, por meio eletrônico, o Manual do Candidato, que reproduz a Resolução aprovada pelo Conselho de Graduação da USP. Além dessa vagas, a USP oferece outras 1.489 pelo sistema  SISU. O processo de ingresso por esse sistema é administrado pela Pró-Reitoria de Graduação da USP.

Além das informações sobre o vestibular, os sites www.fuvest.br e www.fuvest.com.br (que será utilizado para receber as inscrições) apresentam também informações da USP sobre os seus 249 cursos de graduação.

A inscrição deverá ser feita no período de 21 de agosto a 9 de setembro de 2015, exclusivamente pelo site www.fuvest.com.br. O programa solicitará os dados necessários. É imprescindível que o interessado tenha o seu próprio número no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). A taxa de inscrição, de R$ 145,00 (a mesma do ano passado), poderá ser paga em qualquer agência bancária por meio do boleto emitido pelo programa no final do processo de inscrição.

Os pedidos de isenção ou redução da taxa terminam no dia 10 de agosto. As normas estão publicadas no site da FUVEST.

O candidato com deficiência também deverá fazer inscrição pela internet e enviar a documentação solicitada por correio, até o dia 11 de setembro. Uma equipe de especialistas analisará os comprovantes e informará por e-mail, até 23 de novembro de 2015, as condições que lhe serão oferecidas, em cumprimento à legislação vigente.

No vestibular de 2016, será proibido o uso de relógios nas duas fases e para se adequar ao calendário letivo da USP, a FUVEST fará sete e não oito chamadas como no vestibular passado.

CALENDÁRIO E CHAMADAS

INSCRIÇÃO:

03/08/2015 (segunda-feira): lançamento do Manual do Candidato, contendo todas as informações sobre o Concurso Vestibular FUVEST 2016, poderá ser acessado nos sites: www.fuvest.brou www.fuvest.com.br

21/08 (sexta-feira) a 09/09/2015 (quarta-feira): Inscrição pela internet, no site www.fuvest.com.br .O pagamento da taxa de inscrição, usando o boleto gerado até

09/09/2015 (quarta-feira), poderá ser efetuado em bancos ou pela internet

antes do encerramento do expediente bancário de 10/09/2015 (quinta-feira).

LOCAIS DE PROVA

As provas do Concurso Vestibular FUVEST 2016 serão realizadas nos seguintes municípios:

Grande São Paulo: São Paulo, Barueri/Santana de Parnaíba, Carapicuíba,

Diadema, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Osasco, Santo André, São Bernardo

do Campo, São Caetano do Sul e Taboão da Serra.

Interior de São Paulo: Barretos, Bauru, Campinas, Fernandópolis, Franca,

Jaú, Jundiaí, Limeira, Lorena, Marília, Mogi Mirim, Piracicaba, Pirassununga,

Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São Carlos, São José do

Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba e Taubaté.

Em algumas dessas cidades não haverá prova da segunda fase: os convocados de Barretos serão realocados para Ribeirão Preto; de Fernandópolis para São José do Rio Preto e de Jaú e de Marília para Bauru.

 

Provas de habilidades específicas antecipadas (elaboradas e aplicadas pelas respectivas unidades de ensino)

18/10/2015 (domingo): Artes Visuais (Carreira 125)

18 (domingo) a 23/10/2015 (sexta-feira): Música – ECA (Carreira 245) e Música – Ribeirão Preto (Carreira 250)

09/11/2015 (segunda-feira): Divulgação das listas de candidatos habilitados às

carreiras Artes Visuais, Música – ECA e Música – Ribeirão Preto

Locais, horários e demais instruções para realização dessas provas: ver Seção

Provas – Habilidades Específicas (do Manual do Candidato).

 

PRIMEIRA FASE

23/11/2015 (segunda-feira): Divulgação dos locais de prova da 1ª fase

29/11/2015 (domingo): Prova de Conhecimentos Gerais

Horário da prova da 1ª fase:

abertura dos portões das escolas: 12h30min

fechamento dos portões e início da aplicação da prova: 13h

 

SEGUNDA FASE

21/12/2015 (segunda-feira): Divulgação da lista de convocados e dos locais de prova da 2ª fase

10/01/2016 (domingo): Prova de Português e Redação

11/01/2016 (segunda-feira): Prova de História, Geografia, Matemática, Física, Química, Biologia e Inglês

12/01/2016 (terça-feira): Prova de acordo com a carreira escolhida

Horário das provas da 2ª fase:

Abertura dos portões das escolas: 12h30min

Fechamento dos portões e início da aplicação das provas: 13h

Provas de habilidades específicas (elaboradas e aplicadas pelas respectivas unidades de ensino)

13 (quarta-feira) a 15/01/2016 (sexta-feira): Artes Cênicas – Bacharelado e Licenciatura (Carreiras 115 e 120)

14 (quinta-feira) e 15/01/2016 (sexta-feira): Arquitetura – FAU e Design (Carreiras 105 e 155)

15/01/2016 (sexta-feira): Curso Superior do Audiovisual (Carreira 150)

15/01/2016 (sexta-feira): Arquitetura – São Carlos (Carreira 110)

 

A matrícula referente à 1ª Chamada terá duas etapas, uma não presencial e outra

presencial, ambas obrigatórias, em momentos distintos.

PRIMEIRA CHAMADA

02/02/2016 (terça-feira): Divulgação da 1ª lista

Etapa Não Presencial – OBRIGATÓRIA

02 e 03/02/2016 (terça-feira e quarta-feira): Matrícula Não Presencial, por meio da internet (www.fuvest.com.br), entre 14h de 02/02 e 13h59min de 03/02/2016, para os candidatos convocados em 1ª Chamada

 

ATENÇÃO: a partir da segunda chamada haverá apenas Matrícula Presencial no Serviço de Graduação da Unidade responsável pelo curso no qual o candidato se matriculará.

 

SEGUNDA CHAMADA

04/02/2016 (quinta-feira): Divulgação da 2ª lista

11 e 12/02/2016 (quinta-feira e sexta-feira): Matrícula Presencial para os candidatos convocados em 1ª e 2ª. Chamada. É obrigatório o comparecimento do candidato ou de procurador legalmente constituído para assinatura de lista de matrícula e entrega dos documentos no Serviço de Graduação da Unidade (Escola, Faculdade ou Instituto) responsável pelo curso no qual o candidato se matriculará.

 

TERCEIRA CHAMADA

16/02/2016 (terça-feira): Divulgação da 3ª lista

18/02/2016 (quinta-feira): Matrícula Presencial para os candidatos convocados em 3ª Chamada

 

QUARTA CHAMADA

20/02/2016 (sábado): Divulgação da 4ª lista

23 e 24/02/2016 (terça-feira e quarta-feira): Matrícula Presencial para os candidatos convocados em 4ª Chamada

 

QUINTA CHAMADA

26/02/2016 (sexta-feira): Divulgação da 5ª lista

29/02/2016 (segunda-feira): Matrícula Presencial para os candidatos convocados em 5ª Chamada

Evento OBRIGATÓRIO

23 e 24/02/2016 (terça-feira e quarta-feira): Todo candidato matriculado em decorrência da 1ª, 2ª ou 3ª Chamada deve confirmar sua matrícula no Serviço de Graduação da Unidade responsável pelo curso.

 

Santa Casa – Lista de Espera

Após a matrícula da 5ª Chamada, haverá uma Lista de Espera, exclusivamente para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, constituída pelos classificados que efetivarem sua manifestação de interesse, em sistema próprio constante do site www.fcmsantacasasp.edu.br, de acordo com prazo estabelecido pela Faculdade.

REESCOLHA

 

1ª. etapa

02/03/2016 (quarta-feira) – 14h: Divulgação pela internet, no site www.fuvest.br , das vagas até o momento não preenchidas, das restrições para escolha de curso e da lista de candidatos habilitados para participar da 1ª Etapa da Reescolha

02 e 03/03/2016 (quarta-feira e quinta-feira): Reescolha de curso, pela internet (www.fuvest.com.br), entre 14h de 02/03 e 13h59min de 03/03/2016.

 

SEXTA CHAMADA (apenas para participantes da 1ª Etapa da Reescolha)

04/03/2016 (sexta-feira): Divulgação da 6ª lista

07/03/2016 (segunda-feira): Matrícula Presencial para os candidatos convocados em 6ª Chamada

 

2ª. etapa – 1ª Etapa

09/03/2016 (quarta-feira) – 14h: Divulgação pela internet, no site www.fuvest.br , das vagas até o momento não preenchidas, das restrições para escolha de curso e da lista de candidatos habilitados para participar da 2ª Etapa da Reescolha.

09 e 10/03/2016 (quarta-feira e quinta-feira): Reescolha de curso, pela internet (www.fuvest.com.br), entre 14h de 09/03 e 13h59min de 10/03/2016

 

SÉTIMA CHAMADA (apenas para participantes da 2ª Etapa da Reescolha)

11/03/2016 (sexta-feira): Divulgação da 7ª lista

14/03/2016 (segunda-feira): Matrícula Presencial para os candidatos convocados em 7ª Chamada

 

Boletim de Desempenho

O desempenho do candidato no Concurso Vestibular FUVEST 2016 estará disponível na Seção “Usuários” do site www.fuvest.br após a divulgação da 1ª Chamada, ou seja, após 02/02/2016. O resultado será divulgado por prova. Não haverá informação sobre o desempenho em cada questão ou disciplina, exceção feita à nota de Redação.

Férias e exposições

São Paulo está, definitivamente, no circuito internacional das Artes Plásticas. Exposições de obras como as do Renascimento, de Giacometi (há dois anos na Pinacoteca, a maior já dedicada a ele), de Picasso, Kandinsky e Miró só têm vindo para cá porque os museus e fundações que as acolhem reconhecem que o Brasil (e sobretudo a cidade de São Paulo) é hoje um dos países com maior público para exposições. Como o repertório é muito amplo, há artistas para todos os gostos. Escolhi alguns dos quais gosto muito, além, é claro, da importância das exposições. Vamos lá.

Joan Miró, a força da Matéria

joan-miro

Um mundo de sonho, cheio de mulheres, bailarinas, bichos, estrelas e flores. Tudo estilizado no mais elevado sentido do termo. E há também as esculturas, construídas com sucatas dos mais diversos materiais que o artista recolhia em seus passeios por praias e campos. Curiosidade: Miró (1893-1983) era um jovem desenhista cheio de talento. Mas quem lhe deu um grande impulso para se tornar um dos maiores artistas plásticos do século XX foi o nosso João Cabral de Melo Neto. Cabral era cônsul na Espanha e, apaixonado por artes plásticas, integrava um grupo de intelectuais e pintores, do qual saíram Miró e Tapiès, entre outros.

Em parceria com a Fundação Joan Miró, de Barcelona, a exposição reúne 112 obras: 41 pinturas, 22 esculturas, 20 desenhos e 26 gravuras, além de três objetos que serviram de ponto de partida para esculturas do artista catalão.

A mostra divide-se em três partes, com a produção de Miró dos anos:

1930 e 40, com pinturas e desenhos da época da Guerra Civil Espanhola e da Segunda Guerra Mundial;

1950 e 60, com presença maior de técnicas diversas, como esculturas; e

1970, sobre suportes inusitados e que questionam o sentido final da arte.

Onde: Instituto Tomie Ohtake – Mezanino: R. Coropés, 88 – Pinheiros – Oeste. Telefone: 2245-1900

Na terça-feira a entrada do Tomie Otake é franca. Nos outros dias, 5 reais a meia entrada.

Kandinsky, tudo começa num ponto

kandinsky

Exposição da trajetória do artista precursor do Abstracionismo, composta por 153 obras e objetos de Wassily Kandinsky (1866-1944), seus contemporâneos e de artistas que o influenciaram. Além da coleção do Museu Estatal Russo de São Petersburgo, o acervo conta com obras de museus da Rússia e coleções procedentes da Alemanha, Áustria, Inglaterra e França. Mais de 150 telas e objetos do artista russo e de artistas que o influenciaram compõem a seleção, que é divida em cinco blocos.

Entre as obras, é possível conferir “Amazona nas Montanhas” (1918), “No Branco” (1920) e outras criações.

O charme absoluto do prédio do CCBB confere um encanto todo especial às exposições que recebe. O Centro Cultural do Banco do Brasil foi destacado por uma revista de arte alemã como um dos vinte melhores espaços culturais do mundo, com exposições e mostras de cinema comparáveis ao melhor de Nova Iorque, Paris e Londres.

Neste momento, acontece no CNBB também, até o final do mês, uma mostra completa da filmografia de Francis Ford Copppola.

Onde: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo – ccbbsp@bb.com.br

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro CEP: 01012-000 | São Paulo (SP) Telefone: 3313-3651/3652

Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 21h.

http://culturabancodobrasil.com.br/portal/kandinsky-tudo-comeca-num-ponto-4

Lina em casa: Percursos 

lina

A exposição na Casa de Vidro, que foi residência de Lina Bo Bardi por 40 anos, reúne desenhos, documentos, cartas, anotações, fotos, objetos originais e vídeos como parte das comemorações do centenário do nascimento da arquiteta. A mostra busca não só apresentar registros da contribuição de Lina para a arquitetura do país como também evidenciar posições e ideais da artista, mostrando sua crítica ao design e ao planejamento urbano e sua aproximação com a temática ambiental, por exemplo.

No blog do CPV há uma matéria sobre Lina Bo Bardi e sua casa de vidro:

http://cpv.com.br/blog/index.php/lina-bo-bardi-1914-2014-centenario-de-nascimento/

Onde: Casa de Vidro: R. Gen. Almério de Moura, 200 – Morumbi. Telefone: 3743-3875 

Quando: até dia 19.07.2015

Arte da Itália – de Rafael a Ticiano

rafael ticiano

Recorte do importantíssimo acervo do MASP, é um conjunto de 30 obras de referência da pintura mundial, dos séculos XIII a XIX, passando pelos períodos medieval, renascentista e barroco. Botticelli (1445-1510), Tintoretto (1518-1594) e Ticiano (1488/1490-1576) estão entre os representados.

Onde: MASP (Museu de Arte de São Paulo) – 2º subsolo: Av. Paulista, 1.578 – Bela Vista – Centro. Telefone: s/tel.

Arte no Brasil, uma História na Pinacoteca de São Paulo 

arte-brasil

Parte do acervo da Pinacoteca ganhou um recorte que vai dos tempos coloniais até os anos 1930. Onze salas, que ocupam todo o segundo andar do prédio, reúnem obras de artistas fundamentais da história da arte brasileira, como Almeida Júnior, Candido Portinari, Pedro Américo e Lasar Segall.

Estão expostas obras essenciais da pintura brasileira, como o “Caipira picando fumo”, entre tantas outras. Além das pinturas, destaca-se um conjunto de boas esculturas: Ceschiatti, Rodin e outros.

É interessante dar uma olhada na lojinha, pois sempre há livros de arte  (em geral de exposições já promovidas pela própria Pinacoteca) em promoção.

Onde: Pinacoteca do Estado – 2º andar: Pça. da Luz, 2 – Bom Retiro – Centro. Telefone: 3324-1000

Arte sacra na ourivesaria

arte-sacra

A exposição apresenta cerca de 130 peças – entre joias, jarras, cálices, crucifixos e outros objetos sacros- que traçam uma releitura do acervo do museu a partir da produção destas obras na ourivesaria. Entre os destaques, uma cruz peitoral em ouro, esmeraldas, rubis e diamantes que pertenceu ao Cardeal Arcoverde e um lampadário de prata oferecido por D. Pedro I à antiga Sé de São Paulo.

Muitos objetos são provenientes de coleções particulares (esta é uma rara oportunidade para apreciá-los) e outros são do acervo permanente do museu.

Vale a pena visitar a exposição permanente de presépios, muito diferentes uns dos outros: alguns minúsculos e outros enormes.

Onde: Museu de Arte Sacra de São Paulo: Av. Tiradentes, 676 – Luz – Centro. Telefone: 3326-3336

Guignard – A memória plástica do Brasil Moderno

Guignard

A exposição dedicada ao pintor Guignard (1896-1962) reúne cerca de 70 obras, divididas entre os temas retrato, paisagem e natureza-morta.

Esse brasileiro alcançou fama por retratar paisagens mineiras, Estado onde viveu desde a década de 1940. Para criar um diálogo com a produção de Guignard, o curador do MAM selecionou 26 obras do acervo do museu, de diferentes artistas e suportes, que são exibidas na sala Paulo Figueiredo no mesmo período.

Onde: MAM Ibirapuera – Grande sala: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3 – Parque Ibirapuera. Telefone: 5085-1300

Portinari e a Poética da Modernidade brasileira

Jpeg

A mostra traz ao público 35 obras de Candido Portinari (1903-1962), produzidas entre 1931 e 1944. O foco são dois acontecimentos marcantes do Modernismo no país no período: o 38° Salão de Belas Artes, que ocorreu no Rio de Janeiro em 1931, e a Exposição de Arte Moderna, de 1944, em Belo Horizonte. Portinari teve destaque nos dois eventos e acabou, assim, tornando-se o principal nome da vertente artística no país.

Destacam-se “O Violinista” (1931) e “As Moças de Arcozelo” (1940), dentro do seu universo de trabalhadores, meninos de rua, brincadeiras infantis e muita poesia!

Onde: Galeria de Arte Almeida e Dale: R. Caconde, 152 – Jardim Paulista. Telefone: 3887-7130

Acervo Afro Brasil

museuafrobrasil

O espaço abriga 1.100 obras da coleção de arte negra do artista plástico Emanoel Araújo. Entre as peças, estão máscaras africanas, esculturas, pinturas do século XIX, fotografias e trabalhos contemporâneos. Além da beleza das obras, os amplos espaços do museu favorecem ainda mais a apreciação do acervo.

Onde: Museu Afro Brasil: Av. Pedro Álvares Cabral, 1, portão 10, térreo – Parque Ibirapuera – Sul. Telefone: 3320-8900

Acervo permanente da fundação Ema Klabin

EMA-KLABIN

A exposição é composta de mais de 1.500 itens, como talhas do mineiro Mestre Valentim, mobiliário e peças arqueológicas e decorativas, além de trabalhos de artes visuais. Destacam-se pinturas de nomes como Candido Portinari, Tarsila do Amaral e Marc Chagall.

A visita, que precisa ser agendada, é um deleite. A mansão, localizada no coração dos Jardins, foi concebida arquitetonicamente para abrigar uma rica coleção que vai da arte pré-colombiana a Salvador Dali. Durante a visita guiada, revelam-se muitas curiosidades, como, por exemplo, a informação de que os óleos de temas marinhos de Tarsila do Amaral que decoram o quarto de hóspedes era uma homenagem que a empresária Ema prestava à irmã Eva, quando esta vinha visitá-la.

Ema também colecionava livros raros, os quais podem ser consultados mediante agendamento. As edições de “Menino do Engenho” e “Macunaíma” (da coleção Cem Bibliófilos do Brasil e nunca comercializadas), bem como uma edição rara e de luxo de “La Femme Rompue” (A Mulher Desiludida) de Simone de Beauvoir são admiráveis.

Onde: Fundação Cultural Ema Gordon Klabin: R. Portugal, 43 – Jardim Europa. Telefone: 3897-3232

Aos sábados, há concertos gratuitos no jardim. 

Coleção Brasiliana Itaú

brasiliana

A mostra apresenta 1.300 itens de duas coleções: Brasiliana e Numismática, que juntas somam quase dez mil obras.

A coleção Brasiliana, com quase mil obras, apresenta pinturas, desenhos, aquarelas, gravuras, mapas, documentos, livros e caricaturas que retratam o país desde a chegada dos colonizadores, cobrindo cinco séculos de história. Entre os destaques, chama a atenção o retrato de Dom Pedro II, feito em 1846 por Johann Moritz Rugendas (1802-1858). Há também muitas gravuras de nomes como Chamberlain, Auguste Sisson, Bertichem e Emil Bauch, creditados pelas primeiras reproduções das paisagens do país.

A coleção Numismática é composta de moedas, medalhas, barras de ouro e condecorações criadas desde a entrada dos portugueses até os dias atuais.

Todas as capas de livros e documentos estão reproduzidos no livro “Brasiliana Itaú”, obra-prima de iconografia e um dos melhores livros do gênero já lançados no Brasil: todo estudante que chega a um curso superior deveria adquiri-lo (valor: R$ 200,00), para melhor conhecer o patrimônio bibliográfico do Brasil.

Onde: Itaú Cultural: Av. Paulista, 149, 4º e 5º andar – Bela Vista. Telefone: 2168-1776

Ocupação Vila Nova Artigas 

vilanova

Comemorando o centenário de nascimento desse genial arquiteto e urbanista, a 24ª Mostra da série “Ocupação” foca João Batista Vilanova Artigas (1915-1985), criador, entre outros projetos, do prédio da FAU (USP) e do estádio do Morumbi.

Artigas é apresentado como arquiteto, educador e homem público. Desenhos, maquetes, fotos, objetos, bilhetes, cartas, manuscritos e artigos compõem a exposição.

Onde: Itaú Cultural: Av. Paulista, 149, piso Mezanino, 1º andar – Bela Vista – Centro. Telefone: 2168-1776

Memorial da Resistência de São Paulo

memorial-resistencia

O Memorial da Resistência, vinculado à Pinacoteca do Estado de São Paulo, é uma instituição dedicada à preservação de referências das memórias da resistência e da repressão política do Brasil republicano por meio da musealização de parte do edifício que foi sede, durante o período de 1940 a 1983, do DEOPS – Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo – uma das polícias políticas mais truculentas do país, principalmente durante o regime militar. Este espaço conserva as celas originais dos presos políticos durante a ditatura. 

O programa está estruturado em procedimentos de pesquisa, salvaguarda (documentação e conservação) e comunicação patrimoniais (exposição e ação educativo-cultural), orientados para os enfoques temáticos sobre resistência, controle e repressão política, por meio de seis linhas de ação que, atuando articuladamente, têm como objetivo fazer dessa instituição um espaço voltado à reflexão e que promova ações que contribuam para o exercício da cidadania, o aprimoramento da democracia e a valorização de uma cultura em direitos humanos.

Onde: Largo General Osório, 66 – Centro. Telefone: 3335-4990
A exposição é permanente. 
Aberto de terça a domingo, das 10h às 18h. Entrada gratuita.

Site: http://www.memorialdaresistenciasp.org.br

Hendrix – Hear My Train a Comin’ Hendrix Hits London

hendrix

Até o dia 30 de julho, o público paulistano pode conferir a exposição Hear My Train a Comin’: Hendrix Hits London, sob a curadoria de Jacob McMurray do Experience Music Project Museum (EMP Museum).

Onde: Espaço JK 3° Piso, Av. Presidente Juscelino Kubitscheck 2041

Mais informações da exposição: (11) 3152-6810

Mais informação sobre a compra de ingressos: (11) 2626-0931

http://iguatemi.com.br/jkiguatemi/eventos/agenda/hendrix-hits-london/

Truffaut – Um Cineasta Apaixonado

Concebida pela Cinemateca Francesa sob a curadoria do jornalista e crítico de cinema Serge Toubiana, a mostra é dedicada ao cineasta François Truffaut (1932-1984), importante nome da Nouvelle Vague. Reúne mais de 600 itens, como roteiros com anotações, entrevistas do diretor, fotos e acessórios do filme “O último metrô” (1980).

Onde: MIS – Espaço expositivo e espaço redondo: Av. Europa, 158 – Jardim Europa. Telefone: 2117-4777

Lina Bo Bardi (1914-2014) – Centenário de nascimento

A arquiteta Lina Bo e o crítico de arte Pietro Maria Bardi em frente à lareira no salão da Casa de Vidro

País sem memória é o clichê dos clichês para falar do Brasil. Infelizmente, ele se reafirma sempre. País sem memória em relação ao seu patrimônio histórico, já que manipulações políticas e propinas todos os dias driblam as leis e imóveis preciosos são postos abaixo para permitir a construção de estacionamentos , espigões e shopping centers. País sem memória no mercado editorial. Em 2013 a Companhia das Letras lançou TODA POESIA, livro que reúne todos os livros de Paulo Leminski, um poeta de primeiro time e muito admirado pelo público jovem. Até então, quase todos os seus livros estavam fora de catálogo. As obras de Marguerite Duras e Marguerite Yourcenar, duas das maiores escritoras do século XX, estão quase todas esgotadas no mercado editorial brasileiro há quase trinta anos.

Não diferente é o esquecimento do Brasil em relação aos seus grandes arquitetos. Rino Levi projetou, entre outros, o prédio da FIESP na Avenida Paulista e a Residência Olivo Gomes (atual Fundação Cassiano Ricardo) em São José dos Campos. Esta última, erguida entre 1949-51, figura em muitos livros e revistas de arquitetura como um dos melhores projetos da arquitetura modernista mundial. Não obstante, a maioria dos imóveis assinados por Rino Levi foram demolidos. As ideias urbanísticas de Affonso Reidy, autor do projeto do Aterro do Flamengo, foram ignoradas posteriormente por diversas gestões da Prefeitura do Rio de Janeiro e muitos dos problemas críticos que a cidade hoje enfrenta poderiam ter sido evitados se suas ideias não tivessem sido desprezadas.

Residência Olivo Gomes (atual Fundação Cassiano Ricardo), 1949-51, projeto de Rino Levi, São José dos Campos. O painel de azulejos ao fundo e o jardim são de Burle Marx

Escada da Residência Olivo Gomes

Um dos cartões postais da cidade de São Paulo é o MASP, cujas pilastras brutalistas vermelho sangue sustentam o imenso vão livre que preserva a vista do centro da cidade. Sua arquiteta, a ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, assinou também o projeto do Sesc Pompeia, transformando uma antiga fábrica num original e interessantíssimo espaço que abriga teatros, sala de show, espaços de exposições e restaurante. Foi responsável ainda pelo projeto do Teatro Oficina, criando um palco na forma de pista e driblando um terreno de largura mínima, além de integrar árvores e bananeiras dentro do próprio teatro. Em 2014-2015 comemora-se o centenário de nascimento de Lina, arquiteta que, pouco mais de 20 anos após sua morte, está praticamente esquecida.

A verdade é que a arquitetura brasileira, que foi referência mundial nos anos 40 e 50, hoje é uma conjugação de espalhafato, cafonice e ostentação. Não à toa, o Brasil tem comparecido em mostras internacionais apenas com projetos de habitações coletivas. E um olhar pelas médias e grandes cidades brasileiras, seja nas avenidas comerciais ou nos chamados condomínios de luxo, revela os espigões espelhados ou residências no estilo castelo-da-bruxa-de-filmes-walt-disney. O que seria, para lembrarmos a canção de Tom Jobim, “arquitetura de morar”, virou arquitetura de exibir, abolindo-se o binômio beleza-funcionalidade.

Contra esse desprezo e esquecimento de alguns dos mais geniais arquitetos que o país já produziu, o Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi vem promovendo uma série de exposições comemorativas do centenário de Lina, destacando-se a abertura da Casa de Vidro, onde a arquiteta residiu a maior parte de sua vida. Localizada no Morumbi, a casa foi erguida em 1951 e constituiu o primeiro projeto de Lina, já revelador do seu talento. A Casa de Vidro permanece aberta ao público esporadicamente mas esta exposição é especial porque, pela primeira vez, praticamente todos os cômodos estão abertos à visitação. Em geral, só é possível visitar o grande salão de vidro, onde se encontra parte do acervo de obras de arte reunidos pelo casal Lina (1914-1992) e Pietro (1900-1999).

Fachada da Casa de Vidro projetada por Lina Bo Bardi, 1951, São Paulo

SALÃO E CASINHA

Nesta abertura da Casa, é possível visitar o salão, a parte fria, os banheiros, o closet e o quarto do casal. E aí mora uma das grandes tacadas do projeto. Lina costumava chamar as alas fria e íntima de “casinha”, em oposição ao salão. O salão de vidro corresponde às fotos clássicas da Casa (reproduzidas em revistas e livros) e se organiza segundo as coordenadas principais da arquitetura modernista brasileira: estrutura em pilotis, amplas vidraças, piso de pastilhas de vidro, portas simples e total ausência de elementos decorativos supérfluos. Já a “casinha” corresponde a três quartos pequenos, dois banheiros, um corredor estreito, uma generosa cozinha, além da ala dos empregados e da lavanderia. Em contraponto com as gigantescas vidraças da ala social, a casinha possui janelas pequenas com venezianas pintadas de verde, o que remete a uma casinha interiorana ou de fazenda.

 Esse contraste cria uma tensão entre o moderno e o tradicional e o olho lê, por trás da inovação, a memória do país. Processo semelhante pode ser encontrado no Palácio da Alvorada, no qual Niemeyer conjugou as estruturas de concreto armado e vidraças com a vasta varanda que remete às antigas casas de fazenda coloniais. Outra solução original do projeto da Casa de Vidro são as duas paredes laterais, parcialmente (a parte da cozinha e do quarto do casal) construídas com chapas de ferro (a primeira pintada de vermelho na parte externa e verde escuro na interna, a do quarto em ambos os lados de azul roial). As chapas foram uma solução para diminuir o peso da construção, uma vez que esta se apoia basicamente no quadrado de concreto que se levanta na parte central da casa.

 Quando olhamos para a fachada da Casa de Vidro, um dos elementos arquitetônicos que mais chamam a atenção são os pilotis. Sua função, no entanto, é mais decorativa do que estrutural. Eles estão enterrados a pouco mais de trinta centímetros e a casa se apoia mesmo no quadrado central, em meio ao qual ergue-se uma gigantesca seringueira. No imenso jardim de mais de oito mil metros quadrados, há centenas de árvores de porte, entre as quais seringueiras e paineiras plantadas junto à casa. Sabemos que seringueiras e paineiras desenvolvem raízes poderosas capazes de abalar grandes estruturas arquitetônicas. E essa foi a intenção de Lina ao plantá-las. Ela acreditava que as construções, como os seres e as obras de arte, deveriam ter o seu tempo e este tempo é efêmero e não eterno. Seringueiras e paineiras fariam, enfim, com que um dia a Casa ruísse!

Quadrado de concreto que sustenta a Casa e abriga uma seringueira

Não à toa, enquanto Lina residia ali, o jardim abrigava uma Diana grega do século III a. C. Isso mesmo,no jardim, exposta a todas as intempéries (hoje a escultura se encontra no salão da residência). No mesmo diapasão de uma consciência de que os seres e as coisas devem obedecer ao ritmo da natureza, a Casa de Vidro não possui, exceto na cozinha, nenhuma iluminação direta. Há um reduzido número de arandelas (geralmente uma em cada ambiente), pois a arquiteta pensava que os trabalhos deveriam se encerrar com a luz do dia, ecoando a dinâmica da vida campesina anterior à primeira Revolução Industrial. Lina buscava um viver natural, sem as malhas e tralhas do conforto burguês. Por isso sempre projetou cadeiras e móveis propositalmente desconfortáveis. Conversar ou assistir a um espetáculo são atos, ao seu olhar, que exigem atenção: “poltronas confortáveis é para o público francês, que vai ao teatro para dormir”, costumava dizer.

Daí o desconforto do qual o público tanto reclama nas salas de espetáculos ou outros espaços projetados por Lina. Lembremo-nos das cadeiras girafa do restaurante do MASP, das duras e exíguas cadeiras do Sesc Pompeia ou das estranhas cadeiras do Teatro Castro Alves em Salvador, estas últimas reproduzidas no corredor da Casa. Não diferente são os móveis domésticos. No salão estão expostas cadeiras, poltronas e banquetas que integravam a decoração original da Casa e foram utilizadas durante décadas pelo casal. Todas igualmente desconfortáveis, pois o tempo em que se está sentado é para conversar e pensar, não para dormir.

ECLETISMO COM ELEGÂNCIA

Lina e Pietro colecionaram obras de arte ao longo de toda a vida. Não tinham preferência por um estilo. Assim, a Casa abriga uma coleção eclética: móveis modernos desenhados pela própria Lina, como poltronas, banquetas, camas e criados feitos com canos de ferro, convivem com cadeiras de couro e mesas de marchetaria. Vasos art nouveau de Gallé dividem o espaço com bichos de madeira e pano do mais autêntico artesanato brasileiro. Mas o maior ecletismo talvez esteja nas esculturas. Lina não desposava nenhuma religião mas admirava muitos ritos da cultura africana, de modo que o salão abriga esculturas de orixás e Nossa Senhora, São Jorge e Buda, além da já referida Diana grega. Madeira, pedra e bronze contrastam com as vidraças, as pastilhas e o concreto armado.

Salão da Casa de Vidro com poltronas tubulares criadas por Lina e que convivem com a poltrona Eames (ao fundo) e a chaise longue Le Corbusier (à direita)

Na cozinha, as pastilhas negras do chão compõem com a extensa bancada inox (uma ousadia para a época em que a casa foi construída) onde estão as cubas. E a parede de chapas de ferro não briga com as prateleiras protegidas por cortinas em delicado xadrez, evocando a vida interiorana. Lina gostava da simplicidade. Na sala de jantar, por exemplo, a mesa por ela desenhada é de jade, evidenciando sua preferência por pedras semipreciosas. Aliás, nas muitas joias que a arquiteta criou, sua inclinação também era por pedras semipreciosas e quando, mais raramente, optava pelas pedras preciosas buscava quebrar esta, digamos, nobreza, combinando-as com bronze, latão ou outros materiais menos nobres. Realizava, assim, o livre trânsito da natureza, na qual encontramos no mesmo solo o ouro e a lama, a flor e a putrefação.

Chapas de ferro pintadas de verde escuro, pastilhas pretas no chão e bancada de inox

A ideia de ecletismo e de integração dos espaços externos e internos dialoga com as atitudes ideológicas de Lina, que sempre defendeu uma arquitetura a serviço do homem. Amiga muito próxima de Oscar Niemeyer, discordava radicalmente dos conceitos de arquitetura do criador de Brasília. Enquanto Niemeyer sempre defendeu a plasticidade, afirmando que gostava de criar coisas belas destinadas à admiração (o que não significa que não pensasse na dimensão humana da arquitetura), Lina abraçava a ideia de uma arquitetura política, radicalmente enraizada nas necessidades do seu tempo. Por isso enfrentou sérios problemas com a ditadura militar e, ameaçada de morte, viu-se obrigada a silenciar suas opiniões sobre o regime. Isso aconteceu quando ela era professora na Universidade Federal da Bahia.

Voltando à Casa, encontramos o ecletismo em vários elementos que compõem o jardim. Espalhado por um terreno bastante acidentado, ele foi plantado por Lina. Ao contrário do que usualmente pensamos, não havia árvores no local e da Casa, quando foi erguida em 1951, avistava-se o rio Pinheiros. As mudas de árvores foram espalhadas um tanto a esmo, outro obedecendo a princípios do candomblé. Assim, o jardim evoca uma ideia de espontaneidade que, ao mesmo tempo, funda-se (passemos o paradoxo) num planejamento que obedece a princípios de natureza religiosa. Nos fundos da Casa estão o forno, a horta e o canil, em meio aos quais circula uma gata dócil e irritada. Quando Pietro morreu, em 1999, ela era filhote dos gatos que sempre foram outra paixão do casal.

Para além do interesse da Casa em si mesma, do mobiliário, das obras de arte e do jardim, os visitantes são brindados com uma exposição de livros, maquetes, documentos e manuscritos de Lina, além de alguns objetos como o capacete que ela usou durante as obras do Sesc Pompeia.

LOCAL: Rua General Almérico de Moura, 200 (não há estacionamento, é necessário deixar o carro na rua), Morumbi.

QUANDO: a referida exposição do Centenário permanece aberta ao público até 19.07.15.

HORÁRIO: quinta a domingo, das 10h00min às 16h00min. Há uma visita guiada que dura pouco mais de uma hora. A visita acontece quando há pelo menos cinco pessoas na casa.

QUANTO: entrada franca

Indicações Bibliográficas e cinematográficas

LIVROS: há muitos livros e teses sobre Lina Bo Bardi. Entre tantos, destaca-se LINA POR ESCRITO – TEXTOS ESCOLHIDOS DE LINA BO BARDI, organizado por Silvana Rubino e Marina Gainover. Sobre Rino Levi há um livro de excepcional qualidade: RINO LEVI – ARQUITETURA E CIDADE, com textos de Renato Anelli, ensaios fotográficos de Nelson Kon e coordenação editorial de Abilio Guerra. Quanto a Niemeyer, a bibliografia é imensa, destacando-se a obra iconográfica NIEMEYER 360 GRAUS.

Sobre os arquitetos mencionados neste artigo existem os documentários AFFONSO REIDY – A CONSTRUÇÃO DA UTOPIA, de Ana Maria Magalhães, e OSCAR NIEMEYER – A VIDA É UM SOPRO, de Fabiano Maciel (ambos disponíveis no ACERVO DE FILMES DO CPV).

Prof. César Veronese (CPV Vestibulares)

Prazo para pagar taxa do Enem 2015 termina nesta quarta-feira (10)

Inscrição só é confirmada após o pagamento; candidato tem até as 21h59 para quitar o boleto

Os interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem até esta quarta-feira (10) para pagar a taxa de R$ 63 e assim confirmar a inscrição. O pagamento deve ser feito até as 21h59, no horário de Brasília. As provas estão marcadas para os dias 24 e 25 de outubro.

“Quanto mais cedo a pessoa pagar, melhor é, porque evita qualquer tipo de problema”, orienta o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro. “Imagine por exemplo que a pessoa esteja querendo pagar e perde a conexão de linha ou falta a luz e não consegue pagar. Ela não terá chance. Isso não é justificativa.”

De acordo com Ministério da Educação (MEC), cerca de 8,5 milhões de pessoas se inscreveram nesta edição do Enem – 3,4 milhões devem pagar a taxa. O número equivale a 40,2% dos inscritos.

Quem não imprimiu a Guia de Recolhimento da União (GRU) no fim do processo de inscrição ainda pode fazer o procedimento. Para isso, basta acessar a página do Enem e informar o CPF e a senha. Os estudantes que vão concluir o ensino médio este ano em escolas públicas são isentos automaticamente.

Também não pagam a taxa os participantes que solicitarem a isenção por carência, ou seja, aqueles que têm renda renda familiar por pessoa igual ou inferior a um salário mínimo e meio e que cursaram o ensino médio completo em escola da rede pública ou como bolsista integral em escola da rede privada. Participantes que declararam ser integrantes de família de baixa renda ou estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica também são isentos.

Quem declarou carência deve verificar na página do participante se o pedido de isenção da taxa foi autorizado. Caso isso não ocorra, deve fazer o pagamento também até hoje.

O Enem foi criado para avaliar os alunos que estão encerrando o ensino médio ou que já o concluíram em anos anteriores. Estudantes que não terminaram o ensino médio este ano podem participar como treineiros, ou seja, o resultado não poderá ser usado para participar de programas de acesso ao ensino superior.

Este ano, a taxa de inscrição foi reajustada pela primeira vez desde 2004. Passou de R$ 35 para R$ 63, com o objetivo de repor perdas com a inflação.

http://guiadoestudante.abril.com.br/vestibular-enem/prazo-pagar-taxa-enem-2015-termina-nesta-quarta-feira-10-874745.shtml